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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Se hoje está sendo difícil, respire fundo. O ontem passou, hoje já vai passar também
Até abraçar desaprendemos. Ninguém mais abraça com vontade. Com sinceridade de velório. Odeio abraço falso, como aquele beijo de frígida, no qual a face bate na face e os lábios se transformam em beiço. Abraço tem que ter pegada, jeito, curva. Aperto suave, que pode virar colo. Alento tenso, que pode virar despedida. É pelo abraço que testo o caráter do outro. Não confio em quem logo dá tapinhas nas costas. A rapidez dos toques indica a maldade da criatura. Não sou porta para bater. Nem madeira para espantar azar. Abraço com toquinho é hipócrita. É abraço de Judas. De traidor. O sujeito mal encosta a pele e quer se afastar. Pede espaço porque não suporta os pecados dos pensamentos.Devemos fechar os olhos no abraço, respirar a roupa do abraçado, descobrir o perfume e a demora no banho. Abraço não pode ser rápido senão é empurrão. Requer cruzamento dos braços e uma demora do rosto no linho. Abraço é para atravessar o nosso corpo. Ir para a margem oposta. Nadar para ilha e subir ao topo da pedra pela gratidão de sopro. Sou adepto a inventar abraços. Criar abraços. Inaugurar abraços. Realizar um dicionário de abraços. Um idioma de abraços. O meu é o de cadeira de balanço. Giro nas pontas dos pés. Não largo, os primeiros minutos são para sufocar, os demais servem para o enlaçado se recuperar do susto. Não entendo onde terminará o abraço. Se a pessoa vai chorar ou vai rir. Abraço é confissão. Dez minutinhos de sol e de liberdade.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Eu sei que Deus está ao meu lado. Eu sei que Ele vai cuidar de mim.
- Você tá bem?
- Não, mas vou ficar!
- E se não ficar?
- Não tem problema, eu finjo.
"Acontece que entre o ainda-não-é-hora e nossa-hora-chegou, muita gente se perde. Não se perca, viu?"
Não vou fingir que já parou de doer, mas um dia isso vai acabar (...)
Vamos dançar 
qualquer coisa 
é melhor
que tristeza 
por favor Se esqueça..
"Às vezes, a gente precisa se afastar das pessoas que mais gosta, não porque ama menos, mas porque amamos ainda mais."
Cara, isto não é mais sobre você. Eu não ouço mais as suas músicas preferidas, não confiro mais o celular com a esperança de que tenha algum sinal seu, parei de te procurar por todos os lugares que frequento e não te vigio mais nas suas redes sociais. Isto não é sobre você, é sobre como eu deixei de ser você. Eu passei a detestar seu programa de TV favorito e a repugnar aquele cantorzinho de quinta categoria que você dizia gostar. Voltei a gostar de pipoca,  e a falar no telefone de madrugada. Isto agora é sobre mim também. Sobre como estou aproveitando a vida de modos diferentes do habitual, sobre todos os novos amigos que arranjei depois de você, sobre a porrada de gente que veio dizer ter me avisado sobre o quanto você era um crianção e estava pegando todo mundo por ai, sobre como estou feliz e inteira. Isto é sobre como as coisas melhoraram depois de você. Não é sobre você. Não é sobre você e a sua namoradinha sem sal, tampouco sobre como a sua falta me afetou. Não é mais. Isto é sobre como eu deixarei de gostar de você, sobre como eu irei perceber que você é o cara mais patético do planeta inteiro, sobre como eu deixarei de sentir saudade sua. Isto é sobre como eu perceberei que você se tornou só mais um idiota dentre tantos.

terça-feira, 21 de maio de 2013

"Quando eu te chamo, é porque estou sentindo sua falta. Quando eu não chamo, é porque estou esperando você sentir a minha."
Eu não desisto de ninguém. Apenas deixo as pessoas viverem melhor, sem mim.
Você pensa que é o fim do mundo, mas não é. Você acha que a sua dor é a pior de todas as dores já existentes, mas está enganado. Fácil é sofrer, passar dias trancado no quarto, chorar até que a última gota do seu corpo se esgote. Difícil é superar. E mais difícil ainda é se convencer de que superou. Fácil é acabar com a vida pra acabar com a dor, difícil mesmo é levantar todos os dias com um buraco no peito e colocar a roupa de existir. Dizer que está bem é fácil, complicado é estar. Escutar aquela música, sentir aquele cheiro e visitar aquele lugar parecem ser coisas que ardem o fundo da alma, porque as lembranças doem como álcool em ferida aberta. Mas a verdade é que não sentir mais nada dói bem mais. O fim de um sentimento é mais triste do que o seu fim propriamente dito. É mais difícil enterrar histórias, momentos e sorrisos à enterrar-se. Enquanto ainda há uma faísca em meio ao fogo apagado, de certa forma também ainda há importância. Sofrer por se importar é natural, estranho é sofrer por não fazer mais diferença alguma. Continuar dentro de uma bolha de solidão e sofrimento é escolha sua, assim como lutar pra sair dela também. Fácil é olhar a vida passando e ficar estático no mesmo lugar, amargurado, desiludido, cabisbaixo. Difícil é assumir que está no fundo do poço e, sim, precisa de ajuda. Difícil é estufar o peito e não se deixar abalar por nada. Fácil é chorar pela cicatriz adquirida, difícil é aceita-la como uma tatuagem interna que faz parte de você.
Eu te amei, como se nunca tivesse sido machucada. Corri através do fogo por você, como se eu nunca tivesse sido queimada. Arrisquei tudo, como se eu nunca estivesse perdida. Dei tudo o que eu tinha.
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- Amiga , ele não gosta de você. Entenda isso!
- Ele me ama, eu sei.
- Não! Se ele te amasse, ele estaria com você. E não com outra.
(Iosmar)
Eu não sei se choro, se sumo ou se finjo que estou bem.