Levantei e peguei meu café. Pensei. O que passava em minha cabeça? Ou melhor, em meu coração. Lembrei-me de você. Lembrei das nossas diferenças e busquei explicação para nós. Busquei um único ponto para entender como damos certo. Você sempre lógica. Eu sempre emoção. Percebi que sempre fomos contra tudo. Nossos nomes não estavam um ao lado do outro nas estrelas. Signos contrários. Vidas erradas. Sonhos sem relação nenhuma. Você é jornal e café. Eu sou filme e pipoca. E, talvez, essa seja uma prova de que o amor não se baseia em equivalências, pois vamos contra nós mesmos para saciar esse desejo que temos um do outro. Até que olhei para trás e vi você em nossa cama. Meu coração aflito te esperando acordar. Meu coração aflito querendo contar pro mundo o quanto pode o amor em almas limpas e o quanto podem se amar duas pessoas que não se parecem nem no coração disparado.
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