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quinta-feira, 19 de maio de 2011

foto de fotoosetextos em 13/05/11
Uma nova gravidade me mantém presa na terra cálida de esperanças, tão nossas. É como se eu pudesse te tocar de longe, sentir seu cheiro e saber como é o seu sorriso, só com o fechar dos olhos. Os abraços se deixam aguardar para que eu possa encontrá-los nos sonhos persistentes. Que fazem de ti ainda mais real. Uma esperança, um motivo, um desejo… Várias juras não faladas, mas que serão realizadas. Ver-te um dia com esses olhos que já cegos, fazem-se ansiosos da luz que eu chamo de ti. Eu me limitaria a dizer teu nome, mas não quero esconder-te esse desejo tão afetivo de poder quem sabe um dia tocar-te verdadeiramente, amar-te sem receio algum. Eu não sei o que são esses suspiros contínuos, essas falas faltosas, esses olhares tampouco nítidos. Sei que é o que me prende em ainda querer seguir sem medo, sentir-se amada e querida, por quem tu amas e tanto quer. Mas ainda sim não pode ter. É quase um suicídio de longa duração, mas é prazeroso demais para ser algo tão desvairado. Perco-me, sonho-te, amo-nos. Quero-te, mais que tudo, nesse minuto, nesse pesar.

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