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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

A nossa música começou a tocar e eu nem sei pra onde correr, pra que passado voltar, ou pra qual momento me apegar. Você tem estado tão distante, que ás vezes me perguntou se existiu mesmo. Ando fazendo perguntas tortas, a mim mesma, e as respostas andam sendo tão… Oblíquas. Tão cheias de você. Respostas sem cabimento algum. A nossa música continua a tocar e o salão está vazio. Você consegue se lembrar da nossa valsa? Sim, a valsa que nossos corações dançaram e que no final, pediram bis. Teus pés acompanhavam os meus em pleno carnaval, como se estivéssemos em pleno fim de mundo e os sorrisos eram de um recomeço. A lembrança do teu sorriso me tele-transportou para a varanda, aquela que um dia nos beijamos, gritamos amor pro mundo inteiro ouvir. Agora estou tendo uns flash back’s e posso ver minhas palavras tão tortas, saindo tão cheias de vida. Cheias de sede por um beijo teu. É estranho olhar nossos reflexos agora, que nem existem mais. É estranho ver por outro ângulo nosso beijo descompassado, mas cheio da gente. Do “nós” que envolveu e se fez real alguma vez. Eu sempre andei com um pedaço teu e você nem se dava conta. Pra onde as nossas metades foram? Pra que endereço? Que rua entraram? Alguém por aí viu? A nossa eternidade passou por aqui, disse um oi, mas logo foi embora. Disse algumas meias verdades que não me couberam, mas que fizeram o ar sumir por um tempo. Você sempre soube das minhas meias verdades, não é? Eu acho que foi por conta disso que sumiu e não voltou mais. Eu acho que foi por motivos teus que resolveu partir pra eternidade de outro alguém, não foi? Porque da nossa eternidade você só tem saudades. E do nosso roteiro você foi ator coadjuvante. Vou precisar escrever por linhas tortas o quanto a nossa história algum dia importou pra mim? Pois é. Algum dia. Algum dia que se tornaram todos os dias que me restaram. Mas eu continuo a seguir, não continuo? Essa é a lei. Meu coração partido e cheio de saudades não pode parar o mundo. Nem o mundo pode parar para ajudá-lo á se juntar, não é, Shakespeare? Não é querido romance? Romance trágico eu diria. Romance afogado em poucas palavras, poucas verdades. Talvez fosse só um amor de duas palavras. Talvez é uma palavra tão subjetiva meu querido. Talvez… é pouco sabe? É tão incompleto quanto fomos. Chego à conclusão de que foi apenas uma dança, uma música, uma lembrança. Apenas quatro sapatos rodopiando o salão. Dois corpos. Uma música. Nossa música. Último disco jogado naquele velho vinil empoeirado. Último momento daquele nosso amor condensado. Uma última valsa solitária que acabei dançando sem você no salão vazio. A nossa música acabou, e o amor foi embora, ocupar outro coração vazio por aí. Porque o meu já estava cheio, cheio de algo que não lhe pertencia mais, nem a mim mesma pertencia. Estava cheio de músicas, mas, músicas que foram feitas para serem dançadas sozinha. LMD e Layla G

A nossa música começou a tocar e eu nem sei pra onde correr, pra que passado voltar, ou pra qual momento me apegar. Você tem estado tão distante, que ás vezes me perguntou se existiu mesmo. Ando fazendo perguntas tortas, a mim mesma, e as respostas andam sendo tão… Oblíquas. Tão cheias de você. Respostas sem cabimento algum. A nossa música continua a tocar e o salão está vazio. Você consegue se lembrar da nossa valsa? Sim, a valsa que nossos corações dançaram e que no final, pediram bis. Teus pés acompanhavam os meus em pleno carnaval, como se estivéssemos em pleno fim de mundo e os sorrisos eram de um recomeço. A lembrança do teu sorriso me tele-transportou para a varanda, aquela que um dia nos beijamos, gritamos amor pro mundo inteiro ouvir. Agora estou tendo uns flash back’s e posso ver minhas palavras tão tortas, saindo tão cheias de vida. Cheias de sede por um beijo teu. É estranho olhar nossos reflexos agora, que nem existem mais. É estranho ver por outro ângulo nosso beijo descompassado, mas cheio da gente. Do “nós” que envolveu e se fez real alguma vez. Eu sempre andei com um pedaço teu e você nem se dava conta. Pra onde as nossas metades foram? Pra que endereço? Que rua entraram? Alguém por aí viu? A nossa eternidade passou por aqui, disse um oi, mas logo foi embora. Disse algumas meias verdades que não me couberam, mas que fizeram o ar sumir por um tempo. Você sempre soube das minhas meias verdades, não é? Eu acho que foi por conta disso que sumiu e não voltou mais. Eu acho que foi por motivos teus que resolveu partir pra eternidade de outro alguém, não foi? Porque da nossa eternidade você só tem saudades. E do nosso roteiro você foi ator coadjuvante. Vou precisar escrever por linhas tortas o quanto a nossa história algum dia importou pra mim? Pois é. Algum dia. Algum dia que se tornaram todos os dias que me restaram. Mas eu continuo a seguir, não continuo? Essa é a lei. Meu coração partido e cheio de saudades não pode parar o mundo. Nem o mundo pode parar para ajudá-lo á se juntar, não é, Shakespeare? Não é querido romance? Romance trágico eu diria. Romance afogado em poucas palavras, poucas verdades. Talvez fosse só um amor de duas palavras. Talvez é uma palavra tão subjetiva meu querido. Talvez… é pouco sabe? É tão incompleto quanto fomos. Chego à conclusão de que foi apenas uma dança, uma música, uma lembrança. Apenas quatro sapatos rodopiando o salão. Dois corpos. Uma música. Nossa música. Último disco jogado naquele velho vinil empoeirado. Último momento daquele nosso amor condensado. Uma última valsa solitária que acabei dançando sem você no salão vazio. A nossa música acabou, e o amor foi embora, ocupar outro coração vazio por aí. Porque o meu já estava cheio, cheio de algo que não lhe pertencia mais, nem a mim mesma pertencia. Estava cheio de músicas, mas, músicas que foram feitas para serem dançadas sozinha.

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