Desta vez, ela não sabe o que pensar. Está deitada no chão da sua própria incerteza. Desta vez ela não teme, mas também não arrisca. Deixou-se levar pela comodidade, pelo cansaço e pela indiferença. Há dias que sente vontade de se levantar e ir mais longe. Mas aquilo que a fez sofrer deixou a marca que a deixa colada ao chão. Quando deixou de sonhar, deixou de acreditar. Deixou-se levar pela monotonia e solidão. Hoje ela gostava de sentir o que nunca sentiu. Gostava de acreditar em si mesma, gostava de acreditar que pelo menos uma vez, vai ter um rumo diferente. Rumo esse incerto e sem certezas, que pode ser o que pensa querer ou um novo desastre, deitando-a novamente por terra, no abismo que ela criou para não sofrer.

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