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sábado, 24 de dezembro de 2011

Eu que achava que amar era fácil, hoje me vejo perdida nos seus sorrisos, nas suas palavras, na sua voz. Não sinto fome, não sinto sede, não sinto nada. Nada mesmo. Não, isso não é bem verdade. Sinto um incômodo estranho no meu coração, uma coisa que faz cócegas e me faz querer sorrir o tempo todo. Sinto que de repente o mundo ficou um pouco mais suportável, e que até mesmo as cores se tornaram um pouco mais vivas. O relógio que antes parecia congelado no parede agora parace estar avançando na velocidade da luz, e até mesmo aquela minha mania chata de contar os dias se perdeu, porque agora os dias me devoram com uma velocidade assustadora. Não me resta tempo, porque os minutos que antes eram meus agora são teus… São teus em meus pensamentos, em lembranças, em saudades. Eu que achava que amar era fácil, não sei mais traduzir sentimentos sem a ajuda de um dicionário. Essa insônia que me invade noite após noite e me faz desejar seu toque quente, seu cheiro doce… Eu não sei me livrar dela. Não era como eu pensava que seria: Ah, cansou? Descarta. E eu te descartava, mas logo em seguida te buscava de novo, achando que toda a dor que eu sentia só podia ter uma explicação: Descartar você era como descartar uma parte minha. Difícil. Eu que me achava forte, não sei mais a definição de força. Me pego pensando em você quando devia estar pensando em coisas urgentes, que imploram por minha atenção… E logo você, que não me implora por nada, me tem por inteira. Você entrou na minha vida e de presente me trouxe um formigamento estranho na ponta dos dedos, uma arrepio estranho que veio de brinde com a sua voz… Me trouxa umas borboletas indesejadas que se alojaram em meu estômago e hoje fazem questão de me lembrar que ainda estão lá, firmes e fortes, e que ainda se agitam quase que instantaneamente quando seu nome tão sonoro surge em meio a uma conversa. Esse sorriso tão bobo e involuntário que surge toda vez que eu penso em você, ah, foi você quem me deu ele também… E aí eu me pergunto: o que foi que eu te dei em troca? Eu te dei algumas borboletas? Te recompensei com algumas noites mal dormidas, que você passou sonhando acordado comigo? E esse sorriso no seu rosto? Fui eu quem deu ele a você? E no meio de todos esses meus questionamentos, a única coisa da qual tenho certeza e de que te dei meu coração, sabia? (…) Logo eu que achava que amar era fácil, tive que te perder para aprender: Amar é difícil… e dói.

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