“Tem coisa que pesa. Sentimento, uma penteadeira, um coração. O meu não pesa, não mais. Está leve feito pena com esse tanto de você que cabe nele. Roupa pesa, pesa quando o desejo sai do poema e transborda na pele, no vinho, na dança. Pesam os cordões, as pulseiras, as meias; querem estar ao chão, espalhadas no frio, junto com a roupa. Junto com a gente, só que diferente; a gente quente. No calor do misturar das tintas, da poesia de dois num só. Bem diferente… Mais a gente no breu da noite, na aurora de manhã. Teu perfume no meu, o meu no seu. E a gente num só, só pra variar, só pra atar o nó.”
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