
(…) Eu não sei o que anda acontecendo, nem sei se anda acontecendo alguma coisa. Às vezes eu fico confusa, confusa comigo mesma. Ando meio vulnerável, distraída, meio sem sentido, meio complicada. São voltas e voltas na minha cabeça, mil coisas pra pensar, e acabar não pensando em nada. Sentir é algo meio sem sentido, todo mundo sente de um jeito, e o meu jeito de sentir parece ser o mais bobo de todos. Quando eu amo, eu amo demais, e sempre acabo amando por dois. Quando eu me importo, eu me importo demais, mesmo que não se importem comigo. Tudo está errado, eu ando meio errada, meio incerta. Depois eu vou dormir com aquela sensação esquisita de querer fazer as coisas diferentes, de querer ser diferente. Eu não sei o que fazer, eu nunca soube. Sempre fui errada quando precisei ser certa, nunca me decidi quando eu mesma precisava de uma resposta. Dias nublados e tardes de primavera para mim não fazem sentido. Tá tudo muito assim, meio fora do lugar, meio fora de mim. (…) Eu queria descansar os meus olhos que passaram madrugadas inteiras chorando pelos cantos, me lamentando por coisas que fazem comigo, e a culpa é toda minha. Porque eu permito que as pessoas entrem na minha vida e deixo elas fazerem essa bagunça, e depois somem. Me deixam. As vezes eu não sei qual sorriso meu é verdadeiro e qual é o que esconde algumas lágrimas. Quando eu fico confusa, meus sentimentos ficam meio embaralhados, e eu nunca consigo coloca-los no lugar. É um ponto de interrogação enorme sobre a minha cabeça, fazendo eu me perguntar se estou fazendo a coisa certa. Mas posso confessar? Eu não sei qual é a coisa certa à fazer.
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