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segunda-feira, 2 de abril de 2012


E ela imaginava como seria o dia de amanhã, todos na cidade sussurrando enquanto sua mãe andava toda de preto pelas ruas, no jornal a noticia seria “Mais uma jovem acabou com a sua vida”, as pessoas falariam mal da pobre garota revoltada, criariam historias sem nexos só para poder debochar dela. Mas foda-se, amanhã ela estaria em algum lugar melhor, um lugar onde essa dor infernal que ela sentiu desapareceria. Imaginava-se parada ali, deitada na cama, agonizando a procura de um socorro, os remédios estariam fazendo o efeito esperado. Por que tirar a própria vida? Uma pergunta que se repetia em sua mente, talvez a resposta exata seja por já está morta, já se sentir morta, sua alma não estava mais lá, até mesmo seu coração havia quebrado e não conseguia se restaurar. Ela prometeu a mãe que pararia com os cortes e tiraria essa dor do coração, mas não deu certo, a dor dominou todo o seu corpo, tomou conta dela. Pobre garota, perdeu a vida tão cedo. Ela já havia parado a viver há tanto tempo e ninguém percebia, as pessoas a viam com aqueles olhos tristes e nunca se importaram o bastante para perguntar “O que você tem?”. Ninguém nunca se importará, essa é a realidade, o mundo é hipócrita demais para as pessoas terem sentimentos, o mundo é tão mentiroso, as pessoas tão egoístas, isso que a matava. Ter que acordar todos os dias e ser ver sozinha, sem ter para onde ir, sem ter alguém para abraçar, alguém que seja foda ao bastante de dizer “Eu te amo”. É melhor assim, sair dessa vida, procurar a felicidade em outro lugar, talvez sua mãe chore demais, mas é melhor do que ter uma filha problemática certo? Talvez aquele garoto que a olhava na hora do almoço chore por querê-la em teus braços. Talvez. Agora foda-se tudo, é melhor partir o mais rápido possível, tirar logo essa dor do peito. Adeus – disse el

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