“Não tinha um sorriso no rosto, como o esperado no meio de uma festa. Tinha o olhar perdido com um ar serio demais, funebre demais. Saiu no meio duma dança, foi pra rua e sentou na calçada. Um cigarro. Passou-se meia hora, uma hora e ele ainda estava lá. É estranho alguém ficar preso em si, é estranho ver uma gaiola em forma de homem; com pernas, pés e braços. Quis parar, perguntar e descobrir o que se prendia ali, achar uma porta pra soltar, mesmo que o que estivesse lá não fosse como um passaro azul bonito de se ver. Os olhos ficarem presos em alguma coisa que só ele podia ver, além do meio fio na calçada da frente. Eu quis ver também, parecia bonito pelo jeito como os olhos brilhavam. Levantou, passou do meu lado e sussurrou: Dolor. Então, eu entendi.”
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