Eu estou tão cansada de assustar as pessoas. E de
ser o máximo por tão pouco tempo. E de entregar tanta alma de bandeja
pra tanta gente que não quer ou não sabe querer. Mas hoje eu não odeio
nenhuma dessas pessoas. E hoje eu não me odeio. Hoje eu só fecho os
olhos e lembro de você me pedindo sem graça para eu não deixar ninguém
ocupar o lugar da minha canga. Tudo o que eu mais queria, por trás de
todos esses meus textos tão modernos, sarcásticos e malandros, era de
alguém que me pedisse para guardar o lugar. Tá guardado. O da canga e de
todo o resto.
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