Oi
mãe, lembra de mim? Eu sou a garotinha que há pouco tempo atrás você carregava
na sua barriga, aquela que te chutava incessantemente na esperança de chamar
sua atenção. Sou aquela que te causou dores quando foi nascer e que te
fez chorar de emoção na primeira vez em que você me tomou em seus braços.
Sou aquela que te fez ficar noites acordada para cuidar da minha febre, para me
alimentar e para me acalmar quando eu estivesse muito agitada. Eu sou aquela,
mãe, que fazia cartinhas com corações escritos “eu te amo” e deixava na
cabeceira da sua cama. Sou aquela que você beijava os machucados sempre que eu
caía da bicicleta. Sou aquela que corria pra me aninhar em seu colo
todas as vezes que tinha um pesadelo ou ficava com medo do trovão. Você lembra,
mãe? Eu lembro. Lembro muito bem. Sabe do que eu também lembro? Da época que eu
estava entrando na adolescência e você ficava cada vez mais preocupada comigo.
A sua filhinha estava crescendo, né? Eu sei que isso assusta. Você já não tem
mais todo aquele controle sobre mim. Eu tô amadurecendo. Eu tô andando
com as minhas próprias pernas. Sei que por conta disso, talvez você pense
que eu não preciso mais de você ou que eu não te amo como antes. Mas eu
amo mãe, nossa, eu te amo demais! Você nunca vai me perder. Eu não poderia
nem começar a descrever o quão maravilhosa você é. Qualquer palavra seria pouca
pra dizer tudo que eu sinto por você. Qualquer gesto seria pequeno frente o meu
amor, a minha gratidão. Você é a pessoa mais importante da minha vida, você é a
minha melhor amiga, o meu porto seguro. Você é o meu bem precioso, sabia? Se eu
pudesse, eu faria com que você jamais fosse embora. Porque eu te
preciso. Eu te preciso muito, mãe. Você é a mulher mais linda, guerreira e
batalhadora que este par de olhos verdes herdados de você já viram. Você é tudo
e muito mais. Você é única. Você é o meu mundo e eu te amo mais do que
você jamais poderá imaginar. E pra mim, o seu dia é todos os dias.

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