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sábado, 26 de maio de 2012

Passei grande parte da minha vida -na verdade, só treze anos ou menos- buscando algo que completasse o vazio enorme que sinto. Desde os 4/5 anos -se não me engano- eu vivia apaixonada. Primeiro era o melhor amigo, depois o menino bonitinho, o menino mais velho e então aquele que todas querem. E foi assim por um bom tempo, até que um belo dia alguém se apaixonou por mim. Eu sabia amar, mas não sabia ser amada. Não quero falar sobre isso, por que o que na época pra mim era motivo de risos, hoje não passam de um monte de lágrimas que resolvem sair de sua caixinha todas as noites. Aquele menino era o mais sem graça que eu conhecia, e confesso que até hoje não achei graça nenhuma nele. Ele não tem um sorriso lindo e nem olhos claros. Ele foge do meu convencional. Talvez eu goste dele por que ele está com outra e não se importe mais comigo. Eu sempre gostei de garotos que não se importavam comigo. Mas ainda sim, sinto aquele vazio enorme todas as noites. Falta alguém pra me ouvir falar do mesmo assunto o tempo inteiro, falta alguém que goste de mim independente de toda e qualquer coisa. Falta, falta, falta. Mas acima de tudo, falta alguém que me ame e que eu ame também, isso, vai faltar por um bom tempo. E por mais que seja fácil dizer que só não estou feliz por que não quero, isso não passa de uma daquelas mentiras contadas para todos nós. Não estou feliz por que não quero, só não estou feliz por que não encontrei alguém que me fizesse feliz. -Kalineb

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