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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Hoje mais cedo, estava combinando com meus amigos de rolê de roletar em uma pista, que é em outra cidade, e na mesma cidade, mais ou menos 70km da onde eu moro, sei lá. E nessa cidade é onde meu pai mora, foi que aí começou tudo. Começei a lembrar do tempo que eu era moleque, do tempo que meu pai jogava bola comigo, jogava jogos de tabuleiro e que ele fazia tudo por mim. Hoje em dia, ele saiu do emprego pra não pagar minha pensão, eu fico pensando comigo mesmo, se ele me ama, da mesma forma que eu amo ele. Eu fico pensando se ele se lembra de mim, se ele se importa comigo. Hoje no final da tarde, me perguntaram se eu me cortava mesmo, sim, eu me cortava e me corto. Eu tenho meus motivos, ninguém sabe o que é ter o seu pai a um fio de ser preso, ninguém tem noção do que é ter dois irmãos por parte de pai, e esses seus irmãos ter todo aquele amor que você queria receber do seu próprio pai. As vezes, me coloco no lugar deles, de poder ir pro clube, brincar de guerra de balão d’água, ajudar a lavar o carro e acabar ficando aquela bagunça danada de um jogar água no outro e assim compartilhar a sua felicidade com seu pai. Hoje eu fui a missa, como todos os domingos, nunca chorei tanto, eu não sei se cada um de vocês acredita em Deus, mas cada escolha que ele faz na vida de cada um tem um significado, e o que eu descobri hoje é que eu posso viver sem o amor do meu pai, sem brincar, sem jogar bola, e sem sorrir ao lado dele. Só acho que antes de julgar e falar das pessoas, cada um deve pensar e repensar nas dificuldades que ela passa. Hoje vários amigos meus me perguntaram o que eu tinha e não respondi, fiquei queto na minha, e eu sou assim, prefiro sofrer só eu, sozinho, na minha, chorar na minha. E ter uma mãe, passando por tudo, pra te dar tudo do bom e do melhor não é fácil, na verdade não é fácil não ter um pai. Aliás, valorize tua família, se você tem Deus e tua família inteira ao teu lado, você tem tudo, o resto é só detalhe.

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