Páginas

terça-feira, 5 de junho de 2012

“Saiu correndo, quando viu o táxi passando. “Ei táxi, pare aqui, por gentileza”. Por favor moço, leve-me com maior urgência para a avenida da doçura, na rua do calor, casa da verdade. Preciso urgentemente eliminar isso de mim. Preciso eliminar essa amargura que reina em mim, e em minha vida. Preciso eliminar a frieza que as pessoas me propuseram, eliminar essa coisa de “clichê” de mim. Já estou cansada das pessoa com esse papo de meiguice, tô cansada desse “amor”, tô cansada do amor dado por quem não sabe amar. Tô cansada das palavras falsas, escritas, por quem não consegue ser poeta. Tô cansada das pessoas hipócritas que reinam nessa minha vida. Pessoas do tipo que dizem “Oi anjo, como você está?” e no outro dia não me traz mas nenhuma palavra doce, e nem se quer olha pra minha cara e dá um “Oi”. Tô cansada da da falsidade das pessoas, de palavras falsas, do tipo “Queridinha”, “Meu amor”, e também estou cansada de frases clichês que enchem meu dia e fazem eles virarem um saco só, tai como “Eu te amo”, “Nunca vou te esquecer”. Ah vá… Nunca vai me esquecer? Quem você não vai esquecer amanhã mesmo? E quem você vai amar amanhã? Ah, meu bem, não me faça perder tempo com essas suas palavrinhas chatas e medíocres. A este ponto devem estar pensando que eu sou idiota idiota, não é? Mas ta aí uma coisa que a vida me ensinou, a parar de ser “isso”. Me ensinou propondo frieza. “Pare já senhor, decidi-me. Não deixe-me mais na rua do calor. Vou ficar com a minha amiga frieza aqui, ela que está me ajudando a me reerguer aos poucos. Deixe-me apenas na rua da doçura, porque minha amiga amargura não está me ajudando em nada nesse momento de minha vida. O resto do trecho eu resolvo”. É isso mesmo, o resto do trecho eu resolvo, porque eu não resolver ninguém fará isso por mim. Minha vida é como um livro, só será realmente aberto, se alguém quiser abrir. E creio que ninguém esteja interessado em ocupar esse cargo em minha vida. “É aqui moço, pare, por favor. Quanto lhe devo?”. Parei ali naquela rua da doçura, olhei ao redor e percebi. Meu lugar não é aqui, não nesse momento. Estou entendendo tudo já… Ser doce demais não é para mim. Então decidi “Ei moço do táxi, volte aqui por favor, leve-me pra casa. Ser doce com as pessoas não me adiantará de nada”. Ou era isso, ou era sofrer mais ainda.”

Nenhum comentário:

Postar um comentário