Não sou a pessoa fácil de ser aturada. Sou como a lua, tenho minhas
fases. Na verdade, tenho muitas. Sou difícil de lidar, sou difícil de
conviver, de fazer ficar, de fazer não ir quem eu quero que fique. Sou
fria de congelar quando quero e não consigo demonstrar o quanto me
importo com as pessoas a minha volta. Não sou a amiga que sonham, nem a
filha que minha mãe sempre quis e muito menos a garota que pensam que eu
sou. Quando eu não quero, eu não quero e ponto final. Quando eu quero
vou atrás até conseguir. E se eu não conseguir? Bem, anoto como: “Não
era pra ser, então deixa pra lá”. Não sou de correr atrás. Defendo a
frase: “O que é verdadeiro permanece”. Se for embora então nunca foi
verdadeiro, nunca me pertenceu e se não me pertence que se vá. Sou
difícil, sou dura na marra. Não quero que tenham pena de mim, mas quero
que fiquem comigo quando preciso, quando estou precisando de um abraço
ou uma palavra confortante. Não sou de implorar atenção, mas amo quando
me dão atenção. Sou boba de sorrir por nada. E boba de chorar por tudo.
Sou frágil às vezes e não gosto de demonstrar isso. Choro sozinha e as
vezes gosto de ficar sozinha, na minha, quietinha. Mas isso é diferente
de me sentir sozinha, não gosto de me sentir sozinha. Sinto-me
insuficiente muitas vezes e sou desconfiada de tudo. Eu sou assim e não
vou mudar. Sou incorrigível, cheia de erros e defeitos. E nada do que
você fale vai mudar. Quer entrar na minha vida? Então vai ter que aturar
todas as minhas manias estranhas. Se não aturar, por favor, não entre.
Não preciso de ninguém que não agüente meus momentos de fases.
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