Eu quero ficar perto de tudo que acho certo, até o dia em
que eu mudar de opinião. Eu adivinho sem ninguém ter me contado. Eu
gosto do meu quarto, do meu desarrumado; ninguém sabe mexer na minha
confusão. É o meu ponto de vista, não aceito turistas. Meu mundo está
fechado pra visitação. Se eu for, eu vou assim; não vou trocar de roupa,
é minha lei. Eu vejo o filme em pausas, eu imagino casas, depois eu já
nem lembro do que eu desenhei. Não guardo mais agendas no meu celular.
Eu compro aparelhos que eu não sei usar. Às vezes dá preguiça, na areia
movediça. Quanto mais eu mexo, mais afundo em mim. Eu moro num cenário
do lado imaginário, eu entro e saio sempre quando tô a fim. Coisas que
eu sei.
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