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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Nós precisamos de um pouco de paz. Pra preencher esses nossos dias vazios, essa nossa saudade sem fim. Um pouco de paz pra sustentar as nossas partidas, sustentar a as lacunas abertas que ficam juntas a cada passo. Se houver paz, um dia desses, eu vou compreender que é de partidas que se constrói um caminho. Aprender que a falta é o nosso destino, que estar a sós é a rotina do nosso fim. E eu não queria falar de saudades, eu nunca quis. Mas eu não suporto a ideia de ver o amor borrado em minha mente. Recuar, é a única forma de não deixá-lo esmaecer, de agarrar os últimos sorrisos que ameaçam se esfumaçar na lembrança. E isso, é porque me falta paz. Pra clarear a ideia de que perder é inevitável, de que depois de cada perda deve haver um novo passo, iniciar-se uma nova busca. Meu bem, as palavras são o destino poético da nossa dor e em breve se tornarão o nosso eco. Quando nossos sorrisos se desviarem, as palavras estarão conosco eternizando a nossa falta. E eu espero que você saiba, agora, quando é hora de partir, que se formos em paz e em silêncio, tudo será mais fácil daqui pra frente. O pouco de amor que ainda resta, vai manter lembranças no lugar da saudade, no lugar da dor.
Das nossas incontáveis partidas, dos pontos que nenhum de nós nunca entregou, o que nós sobra é a tentativa de recomeçar no outro. De partir sendo menos nossos, estando cada vez mais presos ao amor que já nem existe. E se houver paz, é a falta de nós mesmos que nos manterá na luta. Na perda de uma parte de nós a esperança do reencontro.
Nós precisamos de um pouco de paz. Porque a saudade não compensa e nós já estamos partindo.

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