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terça-feira, 14 de maio de 2013

Eu estarei aqui quando você me virar as costas, quando você me virar o amor, quando você fugir, quando tudo desmoronar, quando as notícias na televisão me disserem sobre alguém que se cortou por amar demais, quando a poesia for escondida debaixo dos rios, lá onde ninguém chega, quando tudo conspirar e a vida partir-se em duas, três, quatro, cinco, milhares, milhões. Eu estarei aqui quando tua mãe te mandar embora de casa por causa das opções que você abraçou e tomou para si e até mesmo quando as suas lágrimas forem um pedido de desculpa. Porque eu aprendi a amar assim, a me doar assim: sem receios, sem medos, sem esperar nada em troca. Eu estarei aqui quando a pancada for muito grande, quando a reprovação do mundo for maior que teus braços e que teu sorriso e que tua alma e que tua luz. Eu estarei enquanto chove, enquanto os vulcões entram em erupção e a terra for imersa na dor de ser sozinha, enquanto a tristeza for do tamanho do céu e os discos repetirem a infeliz história dos amores não correspondidos. Eu estarei aqui pela tua dor, pelos teus olhos castanhos e pela tua pele gélida e cansada, pelas tuas palavras dissecadas e violentas, pelas tuas olheiras sombrias e pela falta do que fazer. Eu estarei aqui quando teu desespero for implícito e tua voz embargada me disser sobre como é ser duro consigo mesmo, como é engolir tudo e todos e morrer às vezes, umas dez vezes ao dia. Eu estarei aqui quando todos desprezarem a sua indiferença e ignorarem o fato de você ser triste e acidamente cruel. Porque eu te amo e ninguém mais.

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