Poderia tentar te prender, mas não é isso que desejo. Para nós, somente a liberdade, o voo mais alto, o pulo nas alturas, o mergulho cego. As coisas loucas, incertezas, tempestuosas e libertas. Para nós, a nossa liberdade de não sermos mais sós. Quero que a tua liberdade sempre queira encontrar a minha, que a tua cadeia seja o meu cadeado… Que o me abraço seja o teu aconchego. Te desenhar por todas as partes não me bastaria, mas você, sem desenho algum, já me basta. Agora, à noite e com a lua tão fina lá em cima num céu sem estrelas, você brilha mais que qualquer luz. Você é a resenha do meu livro mal escrito. Porque resenhas sempre resumem as palavras complicadas. Você me resume e me descomplica. Me redesenha e me reescreve. Eu apenas te olho, te curto, te gosto, te quero, do avesso e sem jeito. Mas não te prendo; prender jamais. Penso em escrever isso numa árvore, deixar gravado por aí. E é complicado, você sabe, ser livre e querer se prender… Por isso, você para, novamente, descomplicar. Hoje, se você tivesse pedido “vamos ali na esquina casar rapidinho”, eu já estaria lá te esperando. Nenhuma esquina pode nos impedir.
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