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sábado, 26 de maio de 2012

 

Essa parece ser mais uma noite horrível. Todo dia, eu peço que essa seja a última delas, afinal, faz alguns anos que eu vivo nisso.
A briga no quarto ao lado me faz querer tampar os ouvidos e ser abduzida pelo sono. Mas eu já deveria saber que isso não funciona. Não agora, que ganho mais responsabilidades a cada vela apagada e novos pedidos feitos.
Cada vez que chovia, ainda que fosse adorável, eu desenhava um sol e colocava na janela. Os trovões sempre me assustaram.
Meu medo só aumentou. E agora, não tenho mais braços para correr. Papai e mamãe moram em casas diferentes, e já não posso chamá-los assim.
O único amor que eu acreditava existir era mais uma fantasia das noites infinitas na qual eu dormia ao som dos contos de fadas.  Como todos os meus amores.
Talvez eu seja uma princesa e só precise colocar um fim no livro. Hora do felizes para sempre. Embora, o importante dessa história mal dividida seja só o felizes. Independente do pra sempre.

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