Eu sempre te disse que escrevia somente quando já não sentia mais. Mas isso é uma exceção, como você. Eu estava despreocupada, cheia do vazio que vivia ali, alimentado
pelo meu ego(ismo)centrismo. Foi assim que você apareceu. Diferente do
que eu esperava. Não havia cavalos brancos, embora há muito eu já
tivesse deixado de acreditar neles e no meu príncipe. Mas olha só a
loucura: o príncipe estava bem ali, e era você. Trocamos algumas palavras, e nunca fomos muito além disso. Estar com
você significava calar meu instinto que tinha necessidade de falar e
afastar as pessoas. Estar com você significava coisas absurdas, como
re-amar. É cedo, e eu continuo querendo chegar antes na linha de chegada.
Continuo querendo encontrar você, nem que seja só pra me reinventar. Ou
re-amar.
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