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quarta-feira, 30 de maio de 2012

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Eu te amei, eu te amei com tudo que estava a meu alcance. Eu fui usada e abusada, até que fui doce e azeda. Eu te beijei, eu te beijei e te dei todo o meu doce. Você sabia que eu seria inútil, se deixasse você saber o que você era para mim. Eu achei que estaria bem, se nós compartilhássemos tudo. De jeito nenhum e eu sabia, eu sabia que você se tornaria um caso perdido. VOCÊ DISSE QUE PODIA ME SALVAR E EU ESTOU FAZENDO A SALVAÇÃO! Fui dormir com o super-herói E acordei com o vilão. Matando, matando o meu amor. Oh, o que aconteceu? Não sei o que aconteceu, você me faz lutar como Mulher-Maravilha. Eu não quero brigar, não uso collants e não consigo voar. Não sou, não sou super-herói. Não sei o que aconteceu. Eu continuo tentando e tentando envolver minha cabeça em si mesma. Chorando tanto, matando... Ninguém se dá conta de como eu estou agindo, você me machucou. Não, não fisicamente, não tenho nenhum golpe e hematoma para mostrar. As pessoas não vêem o que você está fazendo para mim. Eu pensei que estaria bem, mas você vê? Eu ouvi tudo o que você disse e eu sabia, EU SABIA QUE VOCÊ SE TORNARIA UM CASO PERDIDO! Você disse que poderia me salvar, eu estou fazendo a salvação. Hora do rush, sem tráfego, sem congestionamento, apenas leve-o. Você age como se ficasse para trás, vá ler seus clássicos. Você quer ser a cópia do antigo Superman, devolva a Clark Kent com seus óculos. Cara, eu acerto você com um golpe de judô tão rápido, você olha para trás como... O que aconteceu? Oh não, não sei o que aconteceu.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Fala sem pensar, machuca sem perceber…
Meus olhos encontram você na multidão e a única coisa que eu sei fazer, é sorrir.
Durante os últimos 521 dias busquei um mapa que me levasse à algum lugar que me fizesse alcançar um determinado sonho nunca próximo de obtê-lo ou concretizá-lo, desperdiçando mais de um ano cheio de expectativas feitas aos pedaços, fragmentadas e quebradas. Talvez nenhuma possibilidade de adquirir tal devaneio tivesse dado corretamente como planejado, porém nunca deixando de pô-lo em mente e nunca desistir de tal desejo que, quem sabe, se tornaria eficaz. Porque eu nunca saberia o que poderia acontecer amanhã, daqui uma hora, três minutos, meio instante, mesmo sempre havendo planejado a maior parte do meu tempo. As últimas decisões importantes que tomei foram de um nível catastrófico o suficiente para que um universo paralelo se positivassem e todos que antes seguiam como uma certa porcentagem do meu mundo passassem a me desconhecer. Minha caminhada intrigante de sempre, passou por meus olhos na última noite escura, desta vez óbvia, e ao sentar na calçada gelada, ao inalar um odor forte de algo que me recordava, cai em mim. O mundo todo acordou e me deu um forte tapa na cara que me fez ver que nem tudo poderia se tornar aquilo que tanto desejei, felicidade. Felicidade? Talvez eu a tivesse por tanto tempo e nunca soube o que realmente significava para mim, enquanto agora, a esperava bater em minha porta a todo minuto. Todo minuto.
Nesse momento, me encontrei com a mão esquerda sobre o queixo, observando o nada, desviando as órbitas para a pequena estante desacomodada de livros, aqueles lidos por mim e entendidos pela metades, palavras complicadas que eu nunca ouviria em outro momento da vida, histórias fictícias que nunca saíram além do papel, essa coisa toda de todo mundo. Que índio tem hálito de baunilha? Que tipo de pessoa coloca o nome da filha de Capitulina? Que herói desconjuntado possuiria o nome Dom Quixote? Ser ou não ser, eis a questão? Que homem diminui o posto para ceder à um amor? Qual é a possibilidade de gêmeos idênticos se separarem no nascimento e um deles se tornar príncipe, enquanto o outro, mendigo? Que criança imagina um elefante engolido por uma cobra ao invés de um chapéu, sem estar drogada? Sim, eu sei, são apenas histórias nunca existidas, apenas relatos. Mas vendo esses numerosos livros sobre a estante, percebi que sempre vivi nisso, digo, na ilusão, nessas ficções estúpidas e inexistentes, vivi acreditando em tudo quanto é coisa, se ousassem em me dizer que fadas existiam, capaz de possivelmente acreditar. Era como viver constantemente em um certo vendaval, mesmo sabendo que a realidade era fora dele.
Me contentava com pouco e possuía olhos de ressaca após uma noite intensa assistindo filmes totalmente metódicos, encontrava-me em pura indignação depois do término de cada um deles só em pensar que nunca do que havia acabado de assistir, poderia se tornar real. Real? O que tu podes chamar de real? Aquele caso desfeito em que o homem trai sua mulher e ocorre uma investigação impecável sobre tal fato? Aquele acontecimento em que duas pessoas totalmente opostas terão de enfrentar o obstáculo de ficarem juntas devido ao acaso, e sem mais nem menos, dão certo? A probabilidade de você ser picado por uma aranha radioativa e adquirir poderes, é nula. Um gorila gigante se apaixonar por você e te levar para cima de um prédio, é algo inquestionável. Muito menos isso de estar em um lugar, atravessar alguma porta qualquer, e deparar-se em um cenário inverso. E agora, não menos importante, embora história real e trágica, a estatística me diz que você não irá fazer um cruzeiro, conhecer seu suposto príncipe encantado, ou que seja, Dicaprio, ambos se apaixonarem reciprocamente e terminarem o amor em cima de uma placa porque seu navio bateu em um iceberg. Porque por mais que os filmes possuem a intenção de te desviar da realidade, eles te levam para um lugar o qual você nunca estará em uma plena segunda ou sexta-feira de cão, aquelas que tu não suporta mais nenhuma palavra de qualquer pessoa.
E após alguns minutos olhando para o relógio de parede que ficava de frente a porta do quarto, e refletindo sobre tumultos internos, decidi olhar um dos poucos e um tanto quanto importantes, álbuns fotográficos de infância, pura infância. Uma mistura de intensa nostalgia e saudade. No meio dessa viagem interior, percebi que, embora eu saiba que ainda falta algo, um pedaço que foi abandonado ao céu opaco, uma parte que foi jogada fora, uma metade que nunca existiu; tento fazer de cada segundo um tempo em extinção, aprendi que o tempo não irá parar para que eu possa lamentar sobre “águas passadas”, e faz parte do meu show continuar nessa metamorfose ambulante, embora encontro-me em despedida constante, creio que todos merecem todo amor que houver nessa vida ou até em outra, ou até com outra vida, nunca se sabe. O melhor, descobri que conhecimento vem de dúvida, afinal, eu nada sei.”
Ah garoto, você ainda vai se arrepender. Você ainda vai olhar outros rostos e só vai ver o dela, vai escutar o toque do seu celular indicando que tem alguém ligando e vai suplicar que seja ela a dona da voz do outro lado da linha. Vai ver o jogo do seu time de futebol e não vai ter muita graça sem ter ela para torcer contra. Vai ouvir a música de vocês e não terá ela para dançar de um jeito desengonçado e bobo fazendo você sorrir feito uma criança. Vai ver o filme preferido de vocês no dia de frio e vai sentir falta da cabeça dela encostada no seu peito, daquele jeito, daquele jeito em que ela podia escutar as batidas do seu coração. Vai olhar nas contra-capas dos seus cadernos escolares e vai ver apenas o nome dela, em todos os cantos de cada folha. Vai abrir o seu armário e vai ver o seu casaco que ela costumava vestir nos dias de frio, que a propósito, era 2 vezes maior que seu corpo. Vai reler as cartas que elas escreveu quando vocês estavam juntos, e não vai ter ela para dizer que “ficou horrível”. Vai lembrar de promessas e planos que vocês fizeram juntos para um futuro distante, e vai sentir falta da voz fina dela no final te dizendo “Você promete mesmo?”. Vai conhecer pessoas que possui o nome que vocês tinham escolhido um dia para o filho de vocês, e vai lembrar de toda a teimosia até chegar a um acordo de ambas as partes. Vai passear nos lugares que costumavam ir e não vai ter a mão dela segurando a sua. Você vai sentir falta dela, garoto. Sabe por que ? Porque você a deixou escapar.
Até um tempo atrás eu daria tudo pra te ver, eu corria quilômetros, andaria dias, atravessaria meio mundo só pra ter a chance de ver teu sorriso de perto - teu sorriso, o mais lindo de todos -, só pra poder te olhar por um momento nos olhos. Hoje eu já não sei mais, não sei se te você mudou ou se nunca te conheci o suficiente; não sei se tudo foi real ou passou de uma mera ilusão. Mas eu sei que foi bom enquanto durou, foi bom todos os momentos que a gente “viveu”. Eu ainda seria capaz de atravessar meio mundo só pra poder te tocar, mas não sei mais se eu faria. Hoje só restam as perguntas, o porque desse afastamento “repentino”, desses momentos que, hoje, estão somente na nossa memória - ou na minha -. Hoje eu só queria entender o porque que coisas acabam sem motivos. Mas, a propósito, sim, eu sinto sua falta.
Temos maneiras tão diferentes, atitude bastante reversas, tudo pra fazer dar tudo errado, mas ainda assim encaramos o fato que somos duas pessoas que foram feitas pra se encontrar. Eu sempre pensei que acharia a mulher da minha vida quando sentasse em um banco, sem propósito algum, refletindo os problemas diários, e ela chegaria com seu sorriso magnífico e me daria outro ritmo de vida. Mas seu sorriso nem é tão perfeito assim, nos encontramos um tanto em situações opostas, sua voz não é como imaginei que seria a dela, e sua compreensão menor, talvez fosse egoísmo de minha parte olhar somente os lados positivos de passar em um banco e encontrar a mulher perfeita, sem defeitos e erros pra cobrar, pois quando ela sorria meu bem, eu já estaria perdido, focado em achar outro assunto pra não parecer um idiota na frente dela. Você me parece um pouco ingênua quando diz que vai dar tudo certo, minha imaginação sempre foi ampla, quando digo que ela seria a mulher perfeita refiro que foi preciso mergulhar fundo e achar motivos que possibilitaria a não desistir de mim, pois eu sei que existem momentos que sou insuportável, tem dias que você irá correr de mim, e imaginei nela o conforto que poucas me dariam, o apoio que sempre precisei pra não ter que afastar de ninguém, e ter motivos pra jogar na cara, que se fosse pra jogar uma coisa, seria algo que nos dariam bons frutos, e bons beijos. Mal temos coisas em comum, somos o inverso que imaginamos que outra pessoa que entraria em nossas vidas seria, tão pouco concordamos em algo que satisfaça o desejos de ambos, somos complicados demais, e por isso sempre chegamos discutir por razões fúteis, sem propósito, e valor. Estou certo que você não é como a pessoa que sonhei, e também que eu não sou o que você esperava, tu não é perfeita, e eu sou o complicado, temos tudo para fazer durar nada, em todos os sentidos a possibilidade de darmos certos são quase nulas, mas ainda prefiro insistir, eu sei o sorriso dela não se iguala com seu, que a voz dela incomparável, que sua atenção é duplicada, e quando o assunto é compreensão ela bate de letra, sei que em todos os aspectos ela poderia ser melhor que você, mas acho que agora estou no lugar certo, e pode ser com a pessoa errada, acontece que eu estou pronto pra arriscar, seja certo ou errado, burrice ou inteligência, você faria o mesmo por mim? Arriscaria tudo, por um nada?
“Tentar ser forte a todo e cada amanhecer.”
— Legião Urbana



Sou portador de um amor hemorrágico. Dói. Destrói-me por dentro. E pra prolongar as chagas, este não me é correspondido. Somente eu apanho quando a saudade bate, e só de meus olhos caem lágrimas junto do cair da noite; É um trem desgovernado, implacável, em direção de um precipício. É um tecido que se desbota com o passar dos dias frios; Já não sei o que pensar. Não sei como posso agir. Mas me conforto com a certeza de que eu devastaria o mundo inteiro para ver brotar apenas um sorriso no teu rosto. Para ter você comigo, sacrificaria tudo que tenho quantas vezes fosse preciso, mas eu a teria, e isso que importa. […] É isso que se sente quando se ama: vontade de guerrear, ir aos confins do mundo para encontrar o sorriso perfeito, na pessoa perfeita, pra que toda sua vida faça sentido. Isso vai deixar de ser sonho, talvez, quando você perder a razão, encontrar sua cara metade, e sem medo se entregar á loucura do amor de uma vez.
Ninguém vai te fazer sorrir como eu fazia. As piadas das outras pessoas não terão a mesma graça. Você irá sorrir por educação e não porque realmente achou graça. Então você se lembrará de mim. De como as minhas piadas sem graça te faziam sorrir, eu sei que você não ria das minhas piadas, mas sim, do meu jeito engraçado de contar, de não saber contar. Você ria da forma como eu começava rir antes mesmo de terminar. Ria do gesto que eu fazia com a mão como quem quer dizer “entendeu”. A minha ausência irá te assombrar, eu sei. Ninguém vai te mandar ouvir músicas que irão te trazer nostalgia, como as que eu te indicava. E se por ventura, alguém te pedir pra ouvir umas das minhas músicas eu sei que você irá se lembrar de mim. E nesse momento vai sentir o peito apertar, a saudade sufocar. E por alguns segundos, com o celular em mãos, vai querer me ligar. Vai escrever algum torpedo qualquer, mas vai hesitar em me mandar. E no fim do dia, quando a noite chegar e a carência aumentar, eu vou te assombrar. A minha presença vai te visitar e como quem não quer nada vai ser inevitável não se lembrar. De mim, de nós ou do que um dia já fomos.
Logo eu, que fui sempre tão segura em relação as minhas decisões, eu que sempre fui tão determinada quando o assunto era alguma escolha totalmente significativa, me sinto tão instável quando se trata de você. Eu que, me tornei tão cega depois de você aparecer. Porque não importa quantas coisas que vá a falar de ti, para ti, ou qualquer palavra que tem a ver contigo, sempre vai ser insuficiente, talvez até o meu amor seja escasso pra você, ou apenas tu não der a importância devida á ele. Porque quando se tratava de você, não tinha essa necessidade de me encobrir, me disfarçar ou até de não ser eu, porque você me entendia perfeitamente bem, mesmo isso nunca sendo o bastante. Eu sei que tu anda em uma confusão e desordem extrema comigo, porque sempre fomos assim, essa bagunça ambulante, esses desajeitados sem jeito mesmo, porque eu e você, sempre foi eu e você, e nada mais além do que isso, nunca chegamos perto de ser um “nós”. E tu sempre achou clichê essa coisa, e concordo, eu também, é terrível ter de admitir que eu sempre quis ser com você, o que tu nunca sonhou ser comigo. Juro que tento não por toda a culpa pra cima de ti, porque você odeia isso, odeia o quão eu sempre ponho toda a causa e justificativa nas tuas costas. Pesou? Digo, pesou essas minhas atitudes constantes de te julgar e te tornar tudo o que você faz, pensa, fala, tudo relacionado a você, desprezível?
E bom, eu estou passando a compreender o motivo o qual tu sempre me soube tão bem e agora, encontra-se perdido quando se trata de mim. Eu sou confusa, sou? Deva ser, porque não bastava eu dizer muito, você conseguiria atingir um nível de entendimento cabível. Eu sou impaciente. Eu tenho pressa. Se as coisas não saem como eu quero, eu emburro, eu grito, esperneio e faço birra, volto aos 5 anos de idade. E tu detesta isso, e deve ter passado a me detestar também, na verdade, você passou a odiar qualquer coisa que se relacionava a mim, até minhas bandas favoritas, minhas comidas, o modo como eu falava, tudo. Ou então, tu nunca gostou de absolutamente nada em mim, de mim. E se gostou, nunca demonstrou isso.
Eu sei que nunca irá passar pela tua cabeça o motivo de tanta coisa sem cabimento faladas por mim, ou escritas, quem sabe. Nunca irá passar pela tua cabeça, alguma explicação sequer por o qual eu tenha regredido tanto. Por não te atender, por não te falar nada, por fingir não se importar com nada que venha de ti, por acabar algo que nem começamos; Por minhas faltas, suas, nossas. Por toda minha intensidade, por minha falta de realidade e excesso de imaginação, por essa minha coisa de por coisas valimento algum em mente, por causa dos meus erros, seus, nossos. Por causa da minha ânsia de saber como você tá, como foi o teu dia, mesmo tu sendo totalmente desinteressado por tais questionamentos. Sem se esquecer, que tu nunca irá receber alguma explicação o qual eu tenha desistido, aguardado tua compreensão, por sentir falta e voltar. E principalmente, por lhe fazer esperar muito e não lhe oferecer nada. E tu nunca irá passar a saber o pretexto o qual eu sou esse cubo de gelo, essa tempestade. E bom, me perdoe por ser esse nada que sou. Você tem muitas perguntas que merecem respostas, mas eu simplesmente não as tenho. Eu sei que dói. Desculpe.
Porque nunca foi minha intenção, depois de tudo, apesar de tudo, te pôr distante de mim. Digo, literalmente, porque com todas essa confusão ao redor de nós, eu continuei aqui, com você. Mesmo morrendo internamente e até que, vagarosamente. Você me conhece. Eu morro todo dia, mas eu vivo também. E bom, por que não vem comigo? Não precisa trazer muita coisa, o teu amor já basta. E antes de tu reclamar sobre as babaquices e futilidades as quais eu tanto falo, conte-me as tais também, conte-me sobre suas vontades, sobre suas histórias dos 6 aos 9 anos, seus medos, de tudo, qualquer coisa que vier de ti, basta pra mim. Porque, se não sabe, o seu silêncio me agride. E se tu acha ou até comprova que sou um peso pra ti, um fardo, uma carga, eu carrego, juro que carrego. Mudo por você. Não somos completos, disso chego até a ter certeza, mas somos um do outro, assim, sem mais nem menos, sem explicação ou motivo algum. E se tu quiser, sem pressão alguma, pode pegar minha parte ruim e me ajudar a transformar isso em algo bom. E assim faço o mesmo com os teus inúmeros defeitos, -que chego até a gostá-los-. E eu quero, se for mesmo por nós, eu quero. Porque na nossa soma um mais um, sempre será um. E é assim que tem de ser.” ~ Eu sei que eu tenho um coração inconstante, mas você não se lembra a razão pela qual me amou antes?
Quem diria tão complicado, que deixa um duvida ao o que digitar e com um medo absurdo de errar, pois você não é algo compreensível, tu és o ponto de interrogação sem resposta no final da frase. Tu sabes que não existe uma definição a si, que em meio a tantas bagunças e discussões com o espelho tenta encontrar uma resposta porque tão idiota por perdoar duas vezes, três se necessário, se preocupa tanto, se comove fácil, e ri do que faz bem, e mal, se afoga por dentro, por uma hipocrisia talvez, mas sua mãe diz que homem não chora, então guarda o segredo, e de noite, diz baixo a ponto de ninguém ouvir “mãe a senhora está errada”. Seria tolo quem sabe, que desliga o telefone na cara, e a falta de paciência pra receber em seguida outra ligação o deixa impaciente, e disca de novo, pede perdão quando está certo, e quando está errado, deixa o orgulho se sobressair, ai tu pensas “quem é esse ser?” Ele não sabe, eu não sei, um ser humano que erra e sofre, um garoto que tem sonhos e objetivos, uma preguiça imensa que o cola no chão, mas uma imaginação gigante que acha que irá conseguir tudo assim: meio parado, agindo com impulso no final, deixar o desespero fazer como todas as vezes se mover, e mesmo que saia uma besteira, saia uma atitude, pois é isso que você é, um ser qualquer, com características iguais, mas com pensamentos diferentes. Meio intolerante, com algumas partes azedas, e outras nem descobertas, um pouco cobertos de mentiras, procurador de respostas, mas protetor delas mesmo, por hipocrisia, ou talvez por ser não souber o que quer ser mesmo
Eu digo o que penso e defendo quem amo. Meu jeito é esse. Minha forma de agir é essa desde que nasci. Não sei se isso é certo, errado ou legal, mas não conheço outra forma de ser. Todo mundo vai nos decepcionar um dia. já me decepcionaram, já decepcionei, mesmo sem querer. E a vida segue assim. Só não entendo como uma pessoa não pode ser ela mesma com outra sem causar algum constrangimento ou não satisfação. Acho que tudo é equilíbrio: eu tento te entender, você tenta me entender. Eu procuro me colocar no seu lugar, você procura se colocar no meu. Se eu vejo que passei do ponto peço desculpa, se você vê que passou do ponto você pede desculpa. Ninguém é sempre santo ou sempre devasso. Ninguém é dono da verdade, nem melhor que ninguém. Por isso, a gente guarda a arrogância no fundo do peito, engole o orgulho e dá o primeiro passo. Alguém tem que dar o primeiro passo, não é mesmo? Mas quer saber? Eu cansei de sempre dar o primeiro passo. Sei perdoar. Ou pelo menos me esforço pra isso. Tento me perdoar, tento te perdoar. Então eu pergunto: e você? Você sabe? Clarissa Corrêa